A GUERRA DE 32

Publicado na Folha de S.Paulo, domingo, 5 de julho de 1992

João Batista Natali
Da Reportagem Local

O movimento de 1932 começou 23 meses antes que o governador Pedro de Toledo declarasse o início da rebelião de São Paulo e as tropas do general Isidoro Dias Lopes disparassem o primeiro tiro.

O desconforto nasceu com a Revolução de 1930. Ela depôs um paulista, o presidente Washington Luiz, e impediu a posse do também paulista Júlio Prestes como seu sucessor. Eram ambos dirigentes do Partido Republicano (PRP), que obviamente foi empurrado para a oposição.

A interventoria de São Paulo foi assumida pelo general Hastinfilo de Moura. Ele simpatizava com o Partido Democrático (PD), força política menos compromissada com a oligarquia e partidária do voto secreto e da modernização política. Mas tanto o PD quanto o PRP sentiram-se humilhados quando Getúlio, chefe do governo provisório, indicou como sucessor de Hastinfilo o tenente João Alberto. Outro militar da geração do tenentismo, Miguel Costa, assumiu o comando da Força Pública, atual Polícia Militar.

Tudo isso ocorreu em fins de 1930. Caracterizava-se o conflito entre de um lado os tenentes – partidários de uma modernização pilotada por um regime centralizador – e de outro o PD e o PRP, que formularam, cada um a seu modo, duas reivindicações:

1 – O comando político de São Paulo para os paulistas;

2 – O restabelecimento da ordem constitucional.

As duas reivindicações estavam acopladas à viabilização de um Brasil confederado, em que São Paulo exerceria sua autonomia econômica e política. O patriotismo regionalista era insuflado pela oligarquia do café, que temia a perda de controle sobre um produto que sofria os efeitos da crise mundial. O “paulistanismo” tinha ainda como chamativo o contraste entre a situação prefalimentar das finanças do Estado e o fato de só 20% dos impostos aqui arrecadados retornarem sob a forma de benefícios da União.

O chefe do governo provisório, Getúlio Vargas, prosseguiu numa operação de desgaste. Destituiu o general Isidoro do comando da 2ª Região Militar por suas simpatias com o PD. Indicou como interventor o civil paulista Laudo de Camargo, mas colocou obstáculos para que ele governasse com dirigentes do PD e do PRP. Camargo foi sucedido pelo coronel Manuel Rabelo, o que alimentou a propaganda de que os revolucionários de 30 queriam manter São Paulo sob “ocupação militar”. João Alberto e Miguel Costa, os dois “tenentes”, criavam seus próprios partidos políticos.

Getúlio já havia convocado, em 1931, eleições para uma assembléia constituinte. Mas os tenentes defendiam, via Juarez Távora, o adiamento do pleito. Vieram também os casuísmos, como a redução de representatividade demográfica da bancada a ser eleita por São Paulo.

O paulistanismo foi então ganhando um poder de mobilização nascido na classe média. A Liga de Defesa Paulista promoveu em janeiro de 32 um comício tão apaixonado quanto o seriam, em 85 e – guardadas as proporções – as manifestações pelas diretas-já. O governo provisório lançou um sinal de alarme. O general Góis Monteiro, homem forte de Getúlio, acusou São Paulo de separatismo. Paralelamente, o PD rompia com o governo central – ao qual se aliara três anos antes como força paulista de oposição à candidatura presidencial de Julio Prestes – e formava com o PRP a Frente Única Paulista (FUP). As máquinas dos dois partidos ramificavam seus tentáculos clandestinos para a organização da guerra civil. O cheiro de pólvora no ar ficava cada vez mais forte. Emissários da FUP foram despachados para obter a adesão do Rio Grande do Sul e de Minas.

Maio de 32 foi um mês crucial. Osvaldo Aranha, ministro da Justiça, veio a São Paulo negociar uma composição apaziguadora do secretariado paulista. Mas no mesmo dia foram empastelados dois jornais leais a Getúlio. “A Razão” e “Correio da Tarde”. Segue-se um conflito de rua em que morreram quatro acadêmicos de direito (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), com os quais São Paulo já tinha seus mártires e também a sigla MMDC. Uma reunião no restaurante Policipo e outra no Clube Comercial estruturaram o levante.

9 de julho, 23h30: o comando da 2ª Região Militar se rebela. Apodera-se das duas emissoras de rádio paulistanas. A Companhia Telefônica e os correios caem em mãos dos revolucionários. A Faculdade de Direito começa a alistar civis voluntários. A Escola Politécnica distribui professores e alunos por indústrias metalúrgicas para a fundição de armas e produção de munição.

A mobilização inicial foi simplesmente épica. Guilherme de Almeida e Menotti de Picchia alimentavam a alta temperatura com reportagens e poemas. Pedro de Toledo é proclamado governador. O general Bertoldo Klinger, comandante militar do Mato Grosso, desembarca gloriosamente em São Paulo. Mas de mãos vazias, sem as tropas e as armas que prometera trazer.

Não foi esse o único contratempo. Flores da Cunha impediu que os gaúchos aderissem ao movimento paulista. minas também ficou de fora. Aquilo que seria quase uma “revolução branca”, um passeio até o Catete para a deposição de Vargas, tornava-se uma guerra de desgaste. As tropas enviadas para Itararé (entroncamento ferroviário na divisa com o Paraná) retiraram-se antes da chegada dos 18 mil homens do Rio Grande. Itararé, “a batalha que não houve”.

O desequilíbrio bélico era gritante. No Vale do Paraíba, os revolucionários dispunham de uma metralhadora para cada 50 homens, enquanto as tropas enviadas do Rio tinham uma para cada três soldados. São Paulo alistou 200 mil voluntários – número imenso para a população masculina, no Estado, de 3 milhões de jovens, velhos e crianças. Mas ao todo menos de 50 mil tinham condições operacionais.

A vitória era inviável. De nada ajudaram os mutirões das mulheres para a confecção de uniformes. A mobilização também esbarrava na apatia dos operários imigrantes, pouco arraigados às reivindicações regionalistas.
A inferioridade paulista não chegou a ser compensada pelas armas encomendadas na Argentina que não chegaram a tempo, nem pela importação da Itália, já que Roma não reconheceu no Brasil uma guerra civil, o que lhe permitiria exportar material bélico.

A carnificina seria inevitável se o comandante da Força Pública, coronel Herculano Silva, não negociasse sua rendição em troca do compromisso de as tropas federais não penetrarem no município de São Paulo. Para os demais comandantes militares, como Klinger, Isidoro e Euclides Figueiredo, foi uma imperdoável “traição”. Os ânimos exaltados estavam despreparados para cenários que não tivessem como desfecho uma vitória acachapante.

O coronel Herculano depôs a 2 de outubro o governo chefiado por Pedro de Toledo. Quatro dias depois, Getúlio nomeava interventor no Estado o general Valdomiro.

PERSONAGENS

Isidoro Lopes

Gaúcho, Isidoro Dias Lopes (1865-1949) destacou-se na Revolução de 1924, contra o governo de Artur Bernardes. Em 1931, juntamente com o coronel Figueiredo , deu início a um movimento militar contra Vargas, que contou também com os paulistas Francisco Morato, Júlio de Mesquita Filho, Paulo de Morais Barros e Aureliano Leite. Foi o chefe geral da Revolução de 1932, até entregar o comando a Bertoldo Klinger.

Osvaldo Aranha

Ministro da Fazenda de Vargas, o gaúcho Osvaldo Aranha (1894-1960) estava em São Paulo em maio de 1932, tentando apaziguar as forças revolucionárias. Durante aquele mês, morreram quatro estudantes de Direito em choques com a polícia na cidade. Até as vésperas do movimento, tentou conciliar os paulistas com o governo, sem êxito.

Bertoldo Klinger

Revolucionário de 1930, o gaúcho Bertoldo Klinger (1894-1969) entrou em conflito com os tenentistas, o que lhe causou uma escalação para o Mato Grosso, no comando da Circunscrição Militar, apesar de ser general de brigada. Em abril de 1932, foi convidado a fazer parte da Revolução paulista. Chefiou as forças federais e estaduais estacionadas em São Paulo.

Flores da Cunha

Interventor federal no Rio Grande do Sul entre 1930 e 1935, o advogado Flores da Cunha (1880-1959) manteve-se dividido entre as forças constitucionalistas (gaúchas e paulistas) e o governo. Em julho, Flores da Cunha declarou sua adesão a Vargas. Sem as forças gaúchas, a Revolução de 32 tornou-se apenas uma revolução paulista.

Euclides Figueiredo

O coronel Euclides de Oliveira Figueiredo (1883-1963), carioca, foi contrário à Revolução de 1930, mas permaneceu no Exército. Em 1932, decidiu apoiar os paulistas no movimento revolucionário contra Vargas e passou a viver na clandestinidade. Ao eclodir o movimento de 32, chefiou a 2ª Região Militar (SP). Seu filho, general João Baptista Figueiredo, foi presidente da República (1979-1985).

Pedro de Toledo

O advogado Pedro de Toledo (1860-1935) foi nomeado interventor em São Paulo em março de 1932, por ser paulista e civil como exigiam os líderes do Partido Democrático e Partido Republicano Paulista. Embora desaconselhasse a luta armada contra o governo federal, foi aclamado chefe civil do movimento de 1932 e governador do Estado.

http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_5jul1992.htm

É a Bandeirantes Bandeirante?

A TV Bandeirantes,emissora tradicionalmente Paulista,que desde o final dos anos 1990,trocou o nome de “guerra” para Band,hoje é uma emissora indgna de ostentar o heróico nome dos bandeirantes ou pior ainda que é o fato do nome Bandeirante (s) ser sinônimo do glorioso Estado de São Paulo e do povo Paulista.Hoje a Band em quase nada representa São Paulo.

A emissora que já foi reconhecida por sua programação diferenciada e respeitável até certo ponto por alguns resquícios vanguardistas,já nas épocas presentes é marcada pelo baixo nível intelectual e cultural de grande parte de sua programação.

A emissora que era “tricolor” como São Paulo,até o final finado do período “Bandeirante” e no início da fase Band adoptando até a actualidade o verde-amarelo,hoje tem seu valor reconhecido sobretudo entre a juventude masculina,não por sua programação esportiva ou jornalística,mas pelo triste fato de ser a única emissora de TV aberta do Brasil a transmitir filmes verdadeiramente pornográficos,e não faz nenhuma questão de disfarçar ou omitir isto.

O jornalismo da casa tem ainda alguns pontos positivos como a transmissão em seus telejornais de notícias mais ligadas ou público Paulistano-Paulista,coisa que se comparada entre as grandes redes de televisão Brasileiras está muito à frente,sobretudo de uma de suas principais  concorrentes,a outrora Paulista TV Record.É um oásis de boa informação se comparada a atual “TV dos Bispos”.

Seu jornalismo também é marcado pela forte linha editorial ruralista e esquerdista,eles conseguem a proeza,de reunir grupos e interesses que quase sempre são completamente antagônicos.Uma hora a emissora faz campanha contra medidas do governo que estabelecem meta de produtividade à agricultores e por outro lado abrigou a abriga nomes do jornalismo declaradamente esquerdista como o caso do ex-guerrilheiro Comunista e hoje ministro do governo Lula da Silva,Franklin Martins.

Nada se pode ver e ouvir no jornalismo do grupo (esta crítica  não é só feita à TV Band,mas se extende a todo o grupo Bandeirantes de comunicação) contra o actual pacto federativo Brasileiro,que somente lesa os estados  e municípios e dá à uma união corrupta incapaz de de realizar uma administração minimamente decente dos recursos da população.O mesmo se aplica a preservação das culturas locais;o canal transmite o show de horrores,que tenta ano após ano sepultar de forma covarde a verdadeira cultura do homem da terra de São Paulo,que é a festa do Peão de Boiadeiro de Barretos,que de Paulista só resta o solo e uns míseros nativos,de resto tudo é importado de fora de nossos limites,sobretudo os cantores e músicos,Ivete Sangalo,Asa de Águia e outros grupos e artistas que ligação irrelevante tem com as tradições Paulistas são figuras presentes nesta celebração.Uma crítica não só ao grupo Bandeirantes agora,mas também aos dirigentes estaduais:Não tenho eu ciência de grupos de música Paulista se apresentando na Bahia ou em qualquer outro lugar,com apoio de governos locais e de emissoras de TV como vejo aqui.

Só para lembrar a TV Bandeirantes transmite já há tempos os carnavais de Olinda e Recife (esses dois louváveis por mim,por seu alto teor regionalista até os actuais dias sombrios por nós vividos) e também o carnaval de Salvador,este,que costumeiramente apresenta espetáculos musicais de qualidade bastante duvidosa,que comumente incitam a concupiscência e a promiscuidade.

Não posso deixar de ressaltar que emissora do Morumbi transmite também anualmente o festival de Parintins.Um ponto positivo.

A muitos anos a Rádio Band FM de São Paulo capital,vem sendo criticada não só por mim,mas também por pessoas mais ligadas ao rádio do que eu,por priorizar a transmissão de músicas do ritmo Axé  music,que nada tem em absoluto para contribuir a já riquíssima cultura Paulista.

Deixo aqui registrado o meu protesto aos responsáveis pela emissora,não é tarde para mudar,triste é permanecer noerro,e continuar a trair os costumes e o povo Paulista.Penso o que faria Adhemar de Barros.

Marcha Paris Belfort

Paris Belfort

Colabore

Campanha do Agasalho 2009

Editorial número 2 :”SUMIÇO DA BANDEIRA PAULISTA.”

EDITORIAL

AMIGOS QUE LEEM ESTE NOTICIOSO O 9 DE JULHO.

HÁ ALGUM TEMPO O SANTANDER,EMPRESA ESPANHOLA QUE É A ATUAL DONA DO BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO,CONHECIDO COMO BANESPA,RETIROU A BANDEIRA DO ESTADO DE SÃO PAULO DO ALTO DO EDIFÍCIO ALTINO ARANTES,NO CENTRO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

POIS BEM,O FATO É QUE DESDE DE O COMEÇO DO MÊS DE MARÇO DESTE ANO A BANDEIRA SAIU E FOI SUBSTITUIDA PELA BANDEIRA BRASILEIRANÃO RETORNANDO ATÉ O PRESENTE MOMENTO.

A ALEGAÇÃO DO BANCO É QUE FOI ENCOMENDADA UMA NOVA,MAS A EMPRESA CONTRATADA ATRASOU A SUA CONFECÇÃO.

ATRAVÉS DAS COMUNIDADES SEPARATISTAS PAULISTAS DO ORKUT DEMONSTRAMOS EU E OUTROS PAULISTAS NOSSA INDIGNAÇÃO FRENTE À ESTE FATO TÃO LAMENTÁVEL,QUE ULTRAJA TODO O POVO BANDEIRANTE.

PARTINDO DISSO FIZEMOS DIVERSAS RECLAMAÇÕES PARA A MÍDIA.JORNAIS ESTADO DE SÃO,FOLHA DE SÃO PAULO,JORNAL DA TARDE,RÁDIOS BANDEIRANTES,JOVEM PAN E ELDORADO.

NA SEGUNDA-FEIRA A RÁDIO BANDEIRANTES NA SEÇÃO “BOCA NO TROMBONE”,COM O ÓTIMO JORNALISTA JOSÉ PAULO DE ANDRADE,FORAM DIVULGADAS AS RECLAMAÇÕES FEITAS PELOS “ORKUTEIROS” PAULISTAS SURTIRAM APARENTEMENTE EFEITO E NO MESMO DIA O SANTANDER ENTROU EM CONTATO COM OS RECLAMANTES.

A ACESSORIA DO BANCO SANTANDER,INFORMOU QUE A PARTIR DO DIA 30 PRÓXIMO IRÁ COLOCAR UMA BANDEIRA DA CIDADE DE SÃO PAULO NO LUGAR DA ATUAL BRASILEIRA QUE LÁ SE ENCONTRA.

AINDA NÃO É O IDEAL.MESMO NÃO PERTENCENDO MAIS AO ESTADO DE SÃO PAULO (DE FORMA LEGÍTIMA) ,NÃO SIGNIFICA QUE ELES TENHAM O DIREITO DE ULTRAJAR O POVO PARA O QUAL ELES PRESTAM SERVIÇO,AFINAL NÃO SE PODE INVERTER OS PAPÉIS.O BANCO SERVE E NÓS SOMOS SERVIDOS,NÃO O CONTRÁRIO.

MESMO COM A BANDEIRA DA CIDADE DE SÃO PAULO,NÃO ME SINTO PLENAMENTE SATISFEITO.É UM MAL MENOR.

REPRESENTAR UMA PARCELA MENOR DOS PAULISTAS É MELHOR DO QUE REPRESENTAR NENHUMA PARCELA,COMO ESTÁ,COM A BANDEIRA BRASILEIRA.

Editorial número 1 : “Avaliação dos primeiros meses da gestão Kassab.”

Por Júlio César Bueno.

Estamos em pleno dia 11 de abril,111 dias de gestão Kassab por Gilberto Kassab.Neste período já deu para se ter uma breve noção e bem mais clara de como é o perfil de nosso atual prefeito.

Alguns detalhes para se levar em conta sobre as atitudes do prefeito:Está absulutamente visível que Kassab não é Tucano, e portanto se não é Tucano é Malufista,Malufista,mas de outra corrente administrativa-ideológica bem diferente da empregada por Maluf  e por seus correligionários mais próximos.

Maluf é um político extremamente tradicionalista,em todas as suas visões;já Kassab é um político moderno e contemporâneo,o que não significa que seja melhor a modernidade pelo tradicionalismo.

Kassab e seu grupo(pois é para aqueles que duvidavam de que ele teria de fato um grupo político grande e forte e  seria uma simples extensão das políticas,das decisões e dos ideais dos Tucanos e sobretudo de seu aliado principal,o governador/presidente da república das Bananas Brasileiras,José Serra).

Desde de que assumiu seu verdadeiro mandato,Kassab reduziu gastos sobretudo nas pastas de educação e infra-estrutura,e mais uma prova de que Kassab não é nem sombra de Serra,a pasta que mais obteve recitas foi  a de comunicação.Gozado não?Recordam-se de alguns dos bastiões da campanha José Serra para a prefeitura em 2004?”Dona Marta só planta coqueiro na Faria Lima”,“Dona Marta gasta muito,mais muuuuito com propaganda”.Pois é,o Serra não gastou,mas Kassab gasta.

“Também não pense que eu estou a fazer um louvor exagerado à José Serra,para que fique bem claro,Serra não é e nem será o político dos meus sonhos e mesmo dos que estão por aí causando pesadelos ele as vezes chega a ser dos mais assustadores,inclusive por que se os amigos tiveram a oportunidade  de assistir a tv neste ano,puderam  notar que o número das propagandas do governo José Serra é absolutamente maior do que as realizadas pela prefeitura,mas isso se trata de cumprir as promessas,José Serra não é dos que mais cumpre promessas,entretanto essa da propaganda na prefeitura o Serra cumpriu.

Mas voltando ao Kassab e sua atual gestão.

Notaram como o moço anda sumido?Pois é,não é que o Kassab esteja sumido,ele aparece na frequência normal,é que nós ficamos muito mal acostumados com o número de aparições de Kassab no ano de 2008 devido a eleição.As coisas simplesmente voltaram ao normal,como nos tempos de deputado federal,quando ele sempre foi um político mudo.

Espero que o Kassab resolva procurar uma fonoaudióloga logo e abra a boca ,porquê administrador que não se manisfesta,não impõe respeito,não impõe as regras e nem os limites para seus subordinados,daí os senhores já sabem o resultado.Abra a boca Kassab.Abra!


Joanna D’Arc Paulista.

No século XVII, apareceu em cena Maria Antonia. Se era nome real, ou pseudônimo, tornou-se um mistério. Se real o nome, Maria Antonia correu o risco de seguir um destino parecido com o de Joanna D´Arc, pois conseguiu engajar-se numa expedição militar. Se falso o nome, ainda assim, confirmar-se-ia a semelhança dos destinos, pois neste caso, Maria Antonia, por ser um homem passando por mulher, seria queimado vivo como a heroína francesa.
Descoberta(o) naquela expedição militar Maria Antonia foi recambiada(o) para São Paulo. Submetido(a) a exames para a identificação do sexo verdadeiro, ele(ela?) ,estabeleceu-se a discórdia entre parteiros e cirurgiões da cidade. Duas parteiras concluíram ser ela(ele?) do sexo feminino, enquanto dois cirurgiões acharam que ele(ela?) era do sexo masculino.
Surgido o impasse, o Governador da Capitania, Luis Antonio de Souza achou de bom alvitre ordenar novo exame pelo o cirurgão-mor Jerônimo Roiz com a presença de todos os cirurgiões e parteiras da cidade. O governador assim procedeu para que “todos em presença de testemunhas assentem no que acharem na verdade e para esta se verificar melhor lhes defiráo juramento dos Santos Evangelhos e fará novas perguntas ao referido indivíduo…”
O resultado daquela inspeção médica é desconhecido. Entretanto, o caso alertou o governador para a necessidade de maiores cuidados no recrutamento, com atenção voltada o para que o candidato “não seja afeminado, nem altamente vicioso…”

Albúm Antárctica.

Ladeira São João em 1953(acho que nem tem mais esse nome)

Ladeira São João em 1953(acho que nem tem mais esse nome)

São Paulo em 1954

São Paulo em 1954

Essa não é da Antártctica

Essa não é da Antártctica

Todas as imagens desta postagem,exceto a indicada,são do albúm editado pela companhia Antarctica em comemoração do Quarto Centenário da Capital.

Todas as imagens desta postagem,exceto a indicada,são do albúm editado pela companhia Antarctica em comemoração do Quarto Centenário da Capital.

Avenida Nove de Julho

Avenida Nove de Julho

anieagle

Sisudez paulista

Sisudez paulista

A sisudez atribuída aos paulistas pelos demais brasileiros seria uma herança dos padres jesuítas que fundaram São Paulo? O escritor português, radicado no Brasil, Augusto Emílio Zaluar achava que sim. Morador no Rio de Janeiro, em 1860, ele veio a São Paulo e , no livro Peregrinação Pela Província de São Paulo, descreveu a cidade que encontrou com 46.000 habitantes, como “triste, monótona, desanimada”. Ele formara tal idéia da cidade “apesar da majestosa natureza que a circunda, da suave elevação em que se acha colocada e do ameno clima que a bafeja…”

Quebravam um pouco, o clima desolador, a descontração dos estudantes da Faculdade de Direito, quase todos eles de outras partes do Brasil: “Quando os estudantes da Faculdade de Direito vão às férias, então é que se reconhece melhor o que acabamos de dizer e tivemos ocasião de verificar. A mocidade acadêmica imprime à povoação, durante sua residência nela, uma espécie de vida fictícia que, apenas interrompida, a faz recair, por dizer, no seu estado habitatual de sonolência”.

Diante disso, afirmou:” A antiga cidade dos jesuístas deve ser considerada, pois, debaixo de dois pontos de vistas diversos. A capital da província e a Faculdade de Direito, o burguês e o estudante, a sombra e a luz, o estacionarimo e a ação, a desconfiança de uns e a expansão muitas vezes libertina de outros, e para concluir, uma certa monotonia de rotina personificada na população permanente, e as audaciosas tentativas do progresso encarnadas na população transitória e flutuante”.

Não obstante, a sua propalada intenção de concluir, ele ainda falou mais: “…a cidade de São Paulo é monótona, e nos seus dias de festa, em vez do riso jovial e franco, é taciturna e reservada, como uma beata que vai à missa das almas com o rosto escondido na mantilha e as contas do rosário a aparecerem por baixo das rendas de um mantelete de seda.”

Mesmo na suas ressalvas, Zaluar dava uma no prego, outra na ferradura: “Se bem que o caráter dos paulistas seja desconfiado, e algumas vezes a pouco sociável, convém dizer que as exceções são tanto mais agradáveis quanto, por um contraste que não é raro encontrar nos estudos de fisiologia social, estas primam pelo excesso de uma requintada amabilidade”.

E dava as razões pela aridez que, segundo ele, caracterizava São Paulo: “É que o antigo Colégio da Companhia de Jesus, destinado à conversão dos Índios, é que a povoação rival da vila de Santo André, a quem destruiu e aniquilou, conserva ainda hoje, em seus habitantes, em seus costumes e suas usanças, alguns traços tradicionais, esse cunho de misteriosa concentração que os jesuítas sabiam imprimir por toda a parte, não só ao povo, como aos edifícios, e, o que ainda é mais, à natureza e ao próprio ambiente que o rodeava”.

LINKS

http://www.almanack.paulistano.nom.br/newalmanack.html

ALMANACK PAULISTA

http://www.papalvos.blogspot.com/

PAPALVOS

http://www.correiopaulistano.com.br/mostra.asp?sec=3&sub=159

CORREIO PAULISTANO

Avaliação dos prmeiros meses da gestão Kassab.

Avaliação dos prmeiros meses da gestão Kassab.

Por Júlio César Bueno.

Estamos em pleno dia 11 de abril,111 dias de gestão Kassab por Gilberto Kassab.Neste período já deu para se ter uma breve noção e bem mais clara de como é o perfil de nosso atual prefeito.

Alguns detalhes para se levar em conta sobre as atitudes do prefeito:Está absulutamente visível que Kassab não é Tucano, e portanto se não é Tucano é Malufista,Malufista,mas de outra corrente administrativa-ideológica bem diferente da empregada por Maluf  e por seus correligionários mais próximos.

Maluf é um político extremamente tradicionalista,em todas as suas visões;já Kassab é um político moderno e contemporâneo,o que não significa que seja melhor a modernidade pelo tradicionalismo.

Kassab e seu grupo(pois é para aqueles que duvidavam de que ele teria de fato um grupo político grande e forte e  seria uma simples extensão das políticas,das decisões e dos ideais dos Tucanos e sobretudo de seu aliado principal,o governador/presidente da república das Bananas Brasileiras,José Serra).

Desde de que assumiu seu verdadeiro mandato,Kassab reduziu gastos sobretudo nas pastas de educação e infra-estrutura,e mais uma prova de que Kassab não é nem sombra de Serra,a pasta que mais obteve recitas foi  a de comunicação.Gozado não?Recordam-se de alguns dos bastiões da campanha José Serra para a prefeitura em 2004?”Dona Marta só planta coqueiro na Faria Lima”,“Dona Marta gasta muito,mais muuuuito com propaganda”.Pois é,o Serra não gastou,mas Kassab gasta.

“Também não pense que eu estou a fazer um louvor exagerado à José Serra,para que fique bem claro,Serra não é e nem será o político dos meus sonhos e mesmo dos que estão por aí causando pesadelos ele as vezes chega a ser dos mais assustadores,inclusive por que se os amigos tiveram a oportunidade  de assistir a tv neste ano,puderam  notar que o número das propagandas do governo José Serra é absolutamente maior do que as realizadas pela prefeitura,mas isso se trata de cumprir as promessas,José Serra não é dos que mais cumpre promessas,entretanto essa da propaganda na prefeitura o Serra cumpriu.

Mas voltando ao Kassab e sua atual gestão.

Notaram como o moço anda sumido?Pois é,não é que o Kassab esteja sumido,ele aparece na frequência normal,é que nós ficamos muito mal acostumados com o número de aparições de Kassab no ano de 2008 devido a eleição.As coisas simplesmente voltaram ao normal,como nos tempos de deputado federal,quando ele sempre foi um político mudo.

Espero que o Kassab resolva procurar uma fonoaudióloga logo e abra a boca ,porquê administrador que não se manisfesta,não impõe respeito,não impõe as regras e nem os limites para seus subordinados,daí os senhores já sabem o resultado.Abra a boca Kassab.Abra!

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